Dados climáticos,
abertos e confiáveis.
Quinze anos de séries históricas de emissões de CO₂, por setor e por estado, em uma única plataforma transparente e navegável.
Uma plataforma aberta para o Brasil alcançar o Net Zero
O Brasil assumiu o necessário compromisso de atingir a neutralidade climática, no entanto o "como" ainda é uma questão em aberto. Múltiplos caminhos podem ser trilhados para chegar ao net zero, diferindo quanto a custos, tecnologias aplicadas, necessidades de infraestrutura, impactos sobre o uso da terra, geração de empregos e desenvolvimento econômico. Diferentes combinações oferecem diferentes resultados para o país.
Uma arquitetura de modelagem e dados abertos
O NZB oferece uma arquitetura de modelagem e dados abertos para que governos, pesquisadores, organizações da sociedade civil, empresas e demais interessados possam construir seus próprios cenários de descarbonização, testar hipóteses, comparar resultados e antecipar seus impactos.
A plataforma integra modelos de energia, indústria, uso da terra, agropecuária, resíduos e economia para identificar trajetórias de menor custo rumo ao net zero. Seus resultados permitem analisar, com elevado nível de detalhamento espacial, questões como:
- →Quais infraestruturas precisarão ser construídas, onde e quando?
- →Como diferentes políticas de uso da terra afetam as emissões?
- →Quais serão os custos da transição?
- →Como empregos, renda e atividade econômica serão impactados?
Com dados, premissas e códigos transparentes e abertos, o NZB busca fortalecer o debate público gerando conhecimento para apoiar decisões informadas sobre políticas públicas, investimentos e estratégias de transição climática.
Acompanhe o debate
O NetZero Brasil (NZB) é uma plataforma aberta e gratuita desenvolvida para apoiar a construção, visualização e comparação de caminhos que levam o Brasil ao alcance de emissões líquidas zero (net zero) — ou até negativas — até meados do século.
Construa e explore futuros
Explore os 39 parâmetros que moldam as trajetórias de emissões do Brasil. Cada parâmetro apresenta 4 opções (A a D), da mais ambiciosa à tendência atual, sem indicar qual é a correta. As combinações geram cenários distintos para análise.
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Tire suas dúvidas
Os termos e conceitos essenciais para entender os dados de emissões — explicados de forma clara, para quem está começando e para quem já conhece o tema.
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O que é a NZB?
Uma abordagem global adaptada ao Brasil, com dados abertos, metodologias transparentes e cenários comparáveis para apoiar a transição para emissões líquidas zero.
O NetZero Brasil nasceu de uma experiência internacional, mas foi desenhado para responder às escolhas concretas do Brasil.
A abordagem NetZero foi inicialmente desenvolvida nos Estados Unidos e hoje é aplicada em diferentes países — Índia, China, Polônia, Coreia, Austrália e outros. A pergunta central que orienta toda a plataforma é: quais caminhos permitem alcançar emissões líquidas zero com menor custo e maior viabilidade?
Para respondê-la, o método combina modelagem econômica, cenários comparáveis e análise de custos com total transparência nos dados e nos códigos utilizados. O resultado não é uma resposta única, mas um conjunto de trajetórias possíveis — cada uma com suas implicações em termos de tecnologia, investimento e política pública.
Um diferencial da NZB é detalhar como cada cenário se materializa no território brasileiro: onde serão gerados empregos, como a renda será distribuída regionalmente e quais biomas e municípios serão mais afetados pela transição climática.
O que queremos saber?
A NZB foi construída para responder às perguntas que mais importam na definição de uma estratégia climática para o Brasil. Quais diferentes rotas podem levar o país ao NetZero? O quê, quantos, onde e quando novas infraestruturas precisarão ser construídas?
A plataforma também analisa quais mudanças de mercado precisarão ser impulsionadas — como a eletrificação de veículos —, como as políticas de uso da terra moldam e são moldadas por uma meta de NetZero, e, por fim, em que velocidade, a que custo e como o mercado de trabalho será impactado em cada cenário.
A NZB é uma plataforma que permite a diferentes atores gerarem seus próprios cenários, dialogando com iniciativas já existentes no Brasil. O país conta com uma base robusta de estudos e compromissos climáticos — e a NZB foi concebida para ampliar e conectar esse ecossistema, não para substituí-lo.
Entre as iniciativas com as quais a plataforma dialoga estão o Plano Clima, o estudo Brasil Net-Zero 2040, as projeções de Transição Energética, o horizonte Brasil 2045, o Observatório do Clima, os cenários de Mitigação do MCTI e as pesquisas do CentroClima / COPPE-UFRJ.
Resultados concretos e mensuráveis
A NZB produz trajetórias de menor custo até o NetZero sob condições definidas pelo próprio usuário. Cada cenário é acompanhado de dados de alta resolução — com granularidade espacial e setorial sem precedentes no Brasil —, permitindo uma análise granular de infraestrutura, uso da terra, capital, empregos e impactos na saúde.
Todos os dados, premissas e metodologias são totalmente abertos e auditáveis, garantindo transparência ao processo. A plataforma também apoia o engajamento de partes interessadas — governos, setor privado e sociedade civil —, gerando subsídios diretamente aplicáveis a decisões de política pública e investimento.
Em desenvolvimento: modelagem integrada de uso da terra e agropecuária; modelagem do setor hídrico; resultados de uso da terra em altíssima resolução (atual: 300 m, meta: 30 m); e ferramenta online para geração de cenários pelos próprios usuários.
Quem faz a NZB
Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, cientistas de dados e especialistas em clima.
Conceito de modelagem
Para indicar ações de descarbonização que garantam a emissão líquida nula em 2050, é necessário compatibilizar as emissões de gases de efeito estufa dos setores da economia e do uso da terra no Brasil.
Economia e uso da terra
Do lado dos setores da economia, a demanda de combustíveis e eletricidade é estimada pelo modelo EnergyPathways. Sua oferta é então atendida ao menor custo por diferentes rotas tecnológicas — biocombustíveis, geração renovável, captura e armazenamento de carbono e outras — por meio do modelo de otimização de suprimento MACRO. O uso não energético de combustíveis também é contabilizado para que as emissões a ele relacionadas sejam devidamente compensadas.
Do lado do uso da terra, as rotas tecnológicas que ocupam áreas no território brasileiro devem considerar biomas, áreas de proteção ambiental, desmatamento, produtividade das culturas por tipo de solo e atendimento da demanda de alimentos. Todas essas condicionantes são integradas pelo modelo MAgPIE, que define as possibilidades reais de expansão e uso do solo em cada cenário.
A implantação das ações até 2050 é apresentada com elevada resolução espacial, a cada 5 anos, pelo modelo SEALS, mostrando a evolução da mudança do uso da terra e do panorama tecnológico de energia, indústria e gestão de resíduos em nível local.
Por fim, as implicações socioeconômicas das diferentes trajetórias são quantificadas pelo modelo de Insumo-Produto, revelando variações em geração de emprego, PIB e outros indicadores para cada caminho em direção ao net zero.
Ferramentas especializadas
A plataforma reúne sete ferramentas de código aberto, cada uma cobrindo um setor ou função específica do sistema. O EnergyPathways modela a demanda e oferta de energia com trajetórias de menor custo por setor e região. O MacroEnergy.jl é um framework multi-setorial de grande escala para otimização de sistemas energéticos.
O MAgPIE / MAAS modela o uso da terra e a agropecuária, incluindo desmatamento, restauração e emissões do setor. A Ferramenta de Resíduos estima as emissões do setor de resíduos sólidos e líquidos ao longo das trajetórias de transição.
O INSPIRE.jl modela as necessidades de infraestrutura e os impactos espaciais das trajetórias. O Modelo Insumo-Produto avalia os impactos econômicos em PIB, emprego, renda e distribuição regional. Por fim, a Ferramenta Auxiliar Agropecuária modela práticas de mitigação no setor, incluindo eficiência e substituição tecnológica.
Fontes abertas e auditáveis
Os modelos da plataforma são alimentados por fontes de dados públicas e auditáveis. As emissões setoriais e estaduais vêm do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de GEE, do Observatório do Clima). A oferta e demanda de energia por fonte e setor são obtidas do BEN / EPE (Balanço Energético Nacional, da Empresa de Pesquisa Energética).
O uso e cobertura da terra em alta resolução é fornecido pelo MapBiomas. Dados industriais e inventários setoriais oficiais provêm do IBGE / SIRENE (MCTI). Os fatores de emissão e potenciais de aquecimento global seguem o IPCC AR6. Por fim, informações sobre resíduos e saneamento são extraídas do SINIR / SINISA (Ministério do Meio Ambiente).
Artigos científicos
Publicações revisadas por pares produzidas pela equipe NZB ou que utilizam nossos dados como base.
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O que move a transição
39 parâmetros para construir futuros
Cada parâmetro apresenta 4 opções (A a D) que representam diferentes escolhas de política, tecnologia e comportamento. Explore as combinações e entenda como cada decisão molda a trajetória de emissões do Brasil.